Gengivoplastia é a cirurgia que recontorna a margem da gengiva para corrigir a proporção do sorriso. Veja a diferença para a gengivectomia, quando é só tecido e quando é preciso recontornar o osso, laser ou bisturi, e como é o pós-operatório passo a passo.
O que é gengivoplastia
Gengivoplastia é a cirurgia que remove e redesenha o excesso de gengiva sobre os dentes, expondo a altura de coroa que já existe por baixo. Não é um procedimento estético superficial: é cirurgia plástica periodontal, feita com anestesia local, medição prévia e critério clínico.
O objetivo não é ter "menos gengiva". É corrigir a proporção entre dente e gengiva e acertar o contorno de cada unidade, porque uma margem desalinhada faz um dente parecer curto, torto ou menor que o vizinho mesmo quando o dente está perfeito.
Este artigo é sobre o procedimento em si. Se a sua dúvida é sobre o sintoma, ou seja, mostrar muita gengiva ao sorrir e quais são todas as opções de tratamento, comece por sorriso gengival: causas e formas de correção.
Gengivoplastia e gengivectomia: a diferença real
Os dois termos aparecem como sinônimos, mas descrevem etapas distintas:
| Gengivectomia | Gengivoplastia | |
|---|---|---|
| O que faz | Remove o excesso de tecido | Recontorna o tecido remanescente |
| Foco | Quantidade de gengiva | Formato, simetria e zênite de cada dente |
| Papila entre os dentes | Não é o alvo | É desenhada nesta etapa |
| Espessura da borda | Fica como ficou | É afinada para acompanhar o dente |
Na prática, quase toda cirurgia inclui as duas. Remover sem redesenhar deixa uma margem reta, grossa e artificial. O que separa um resultado bom de um resultado ruim é o desenho, não o corte.
O que é medido antes do corte
Esta é a parte que o paciente não vê e que define tudo.
Sondagem periodontal. Mede a profundidade do sulco em cada dente. Um sulco profundo com o dente coberto indica erupção passiva alterada, ou seja, gengiva que nunca terminou de recuar na adolescência. É a indicação clássica de gengivoplastia.
Sondagem óssea, ou sondagem transcirúrgica. Feita sob anestesia, atravessando o tecido até tocar o osso. É o exame que responde à pergunta central: dá para resolver só com tecido mole?
Análise do sorriso em vídeo. Estática não basta. É preciso ver o lábio em repouso, na fala e no sorriso máximo, porque parte dos casos não é problema de gengiva.
Radiografia ou tomografia. Mostra o nível ósseo e a proporção real das coroas.
Quando é só tecido e quando precisa de osteotomia
Aqui está o conceito que explica por que duas cirurgias com o mesmo nome têm complexidades diferentes.
Entre o topo do osso e o fundo do sulco existe uma faixa de tecido de cerca de 2 a 3 milímetros, chamada distância biológica. O organismo defende esse espaço. Se a gengiva for recortada invadindo-o, o corpo reage com inflamação crônica e recria a faixa, devolvendo a gengiva ao lugar de origem em semanas ou meses.
- Sobra osso suficiente abaixo da margem planejada: gengivoplastia simples, só tecido mole. Cirurgia mais rápida e pós-operatório leve.
- O osso está alto, próximo da margem planejada: é preciso descolar um retalho e recontornar o osso. O procedimento passa a ser aumento de coroa clínica, com sutura, pós-operatório um pouco mais longo e maturação mais demorada.
Um recorte de gengiva feito sem essa medição é a causa mais comum de recidiva. Não é azar do paciente: é planejamento ausente.
Laser, eletrocautério ou bisturi
| Instrumento | Onde funciona melhor | Limitação |
|---|---|---|
| Laser de diodo | Recortes superficiais, hemostasia imediata, pós confortável | Não acessa nem recontorna osso |
| Eletrocautério | Corte com hemostasia, bom controle em tecido espesso | Exige distância segura do osso e do metal de restaurações |
| Bisturi convencional | Precisão de borda, retalho, acesso ao osso | Sangramento durante o ato, exige sutura |
Não existe instrumento superior em todas as situações, e é comum usar mais de um na mesma sessão. Desconfie de quem vende a técnica como se ela fosse o resultado.
Como é feita, etapa por etapa
1. Checagem de saúde gengival. Nenhuma cirurgia estética é feita sobre gengiva inflamada. Se houver gengivite, tártaro ou doença periodontal, o tratamento de gengiva vem antes, sem exceção.
2. Anestesia local da região a ser operada.
3. Marcação do zênite de cada dente, ou seja, o ponto mais alto da margem gengival. Ele não é igual em todos os dentes: nos incisivos centrais e caninos fica mais alto, nos laterais fica levemente abaixo. Essa assimetria proposital é o que faz o resultado parecer natural.
4. Sondagem óssea nos pontos marcados, confirmando se haverá ou não osteotomia.
5. Incisão e remoção do excesso.
6. Recontorno ósseo, quando indicado, com retalho e instrumentos rotatórios sob irrigação.
7. Afinamento da borda e desenho da papila.
8. Sutura, quando houve retalho. Em gengivoplastia superficial, frequentemente não há sutura.
A duração habitual é de 40 a 90 minutos, conforme o número de dentes envolvidos.
Cicatrização: os dois tempos
Confundir esses prazos gera ansiedade desnecessária no décimo dia.
| Fase | Prazo | O que acontece |
|---|---|---|
| Fechamento superficial | 7 a 14 dias | Desconforto passa, o aspecto esbranquiçado some |
| Maturação do tecido | 60 a 90 dias | A margem acomoda e assume a posição final |
| Estabilização após osteotomia | até 6 meses | Remodelação óssea completa |
Por isso nada definitivo é feito antes desse prazo. Se o plano inclui lentes de contato dental ou coroas, elas entram depois da maturação. Moldar sobre uma margem que ainda vai se mover produz um trabalho com a linha da gengiva errada, e o problema aparece justamente no que era para ser o resultado.
Pós-operatório
- Alimentação fria ou morna e de consistência macia nos primeiros dias
- Evitar ácidos, condimentados e muito quentes enquanto houver sensibilidade
- Escova extramacia na região, sem abandonar a higiene: placa acumulada é o que mais atrapalha a cicatrização
- Bochecho antisséptico apenas se prescrito, no tempo indicado
- Sem esforço físico intenso nos primeiros dias
- Sem cigarro. O tabagismo é o fator isolado que mais compromete o resultado de cirurgia periodontal
- Retornos de controle, em geral em 7 e em 30 dias
Sangramento discreto nas primeiras horas é esperado. Dor crescente a partir do terceiro dia, inchaço que aumenta, febre ou secreção não são esperados e pedem contato imediato com a clínica.
Quando a gengivoplastia não é a solução
Vale ser direto, porque é a informação que evita cirurgia inútil.
Lábio hipermóvel. Alguns pacientes têm dentes de altura normal e gengiva na posição correta, mas o músculo elevador do lábio superior levanta demais ao sorrir. Recortar gengiva aqui não resolve, e ainda pode expor raiz. A abordagem é sobre o músculo, no campo da harmonização orofacial.
Excesso vertical da maxila. O osso superior é longo demais. É um caso de cirurgia ortognática, com equipe de bucomaxilofacial. Gengivoplastia não muda posição de maxila.
Dentes desgastados por bruxismo ou erosão. O dente está curto porque perdeu estrutura na borda, não porque a gengiva o cobre. Recortar gengiva aqui piora a proporção. O caminho é devolver altura à borda incisal.
Periodontite ativa. Gengiva que retraiu por perda óssea não tem excesso para remover. Nesses casos, cortar tecido agrava. Leia periodontite: o que o tratamento recupera e o que não volta.
A avaliação correta separa esses quadros antes da cirurgia, e é comum que o caso seja misto, exigindo mais de uma abordagem em sequência.
Gengivoplastia em Atibaia
Se você sente que os dentes parecem curtos, que a gengiva está desalinhada entre um dente e outro ou já ouviu que o caso é de gengivoplastia e quer entender o que exatamente será feito, a avaliação responde com medida, não com opinião.
Na MDL Odontologia Estética, no Jardim Paulista, em Atibaia, a Dra. Manuela Longo (CRO/SP 179159) faz a sondagem periodontal e óssea, a análise do sorriso em vídeo e define se o caso é de recontorno de tecido, de aumento de coroa clínica ou se a causa está fora da gengiva, dentro de um plano de saúde e estética gengival. Conforme a Resolução CFO-118/2012, o plano e o investimento são apresentados na avaliação clínica presencial.
WhatsApp (11) 93746-0102. Segunda a sexta das 9h às 18h, sábado das 9h às 12h. Atendemos pacientes de Atibaia e de toda a região.