Inchaço no rosto, dor que lateja e piora deitado, gosto ruim de pus. Abscesso dentário é urgência odontológica — entenda os sinais que pedem atendimento no mesmo dia, por que antibiótico sozinho não resolve e qual é o tratamento definitivo.
O que é um abscesso dentário
Abscesso é uma coleção de pus causada por infecção bacteriana. No caso dentário, ele tem duas origens principais:
- Abscesso periapical — a bactéria chegou ao nervo do dente (polpa), matou o tecido e a infecção saiu pela ponta da raiz, formando pus no osso. Causa comum: cárie profunda, trauma ou restauração antiga infiltrada
- Abscesso periodontal — a infecção vem de uma bolsa de gengiva profunda, ao lado da raiz, e não de dentro do dente. Comum em quem tem periodontite
O tratamento é diferente em cada caso, e é por isso que o diagnóstico com radiografia importa antes de qualquer coisa.
Como reconhecer
Sinais típicos:
- Dor que lateja, contínua, que piora ao deitar (o sangue aumenta a pressão na região)
- Dente que parece "mais alto" ou dolorido ao menor toque da mordida
- Inchaço na gengiva, na bochecha ou no rosto
- Gengiva com uma bolinha amarelada ou avermelhada perto da raiz
- Gosto ruim, salgado, metálico, ou saída visível de pus
- Íngua no pescoço, do lado afetado
- Sensibilidade extrema ao calor, e alívio momentâneo com o frio (típico de necrose pulpar)
- Febre e mal-estar, nos casos mais avançados
Um detalhe conta muito: se a dor sumiu de repente, isso não é boa notícia. Ou o nervo morreu por completo, ou o pus encontrou uma saída. A infecção continua nos dois casos.
Quando é pronto-socorro, não consultório
Procure atendimento médico de urgência imediatamente se houver:
- Dificuldade para respirar ou engolir
- Inchaço no assoalho da boca ou embaixo da língua
- Inchaço que avança para o olho ou fecha o olho
- Febre alta com calafrios e prostração
- Inchaço que cresce visivelmente em poucas horas
- Dificuldade importante de abrir a boca
- Confusão mental, fraqueza intensa
Esses são sinais de infecção em disseminação. Não são comuns, mas são a razão pela qual abscesso dentário não é quadro para adiar.
Sem esses sinais, o caso é urgência odontológica: atendimento no mesmo dia ou no dia seguinte.
O que fazer enquanto não chega o atendimento
Faça:
- Analgésico que você já usa e tolera bem, na dose habitual
- Compressa fria por fora do rosto, 15 minutos sim, 15 não
- Dormir com a cabeça elevada, com um travesseiro a mais — reduz a pressão e a dor noturna
- Alimentos macios e frios, mastigando do lado oposto
- Bochecho suave com água morna e sal, se não houver contraindicação
- Manter a higiene da região, com escova macia
Não faça:
- Compressa quente no rosto — calor acelera a disseminação da infecção
- Espremer, furar ou apertar o inchaço ou a bolinha de pus
- Antibiótico por conta própria ou sobra de receita antiga
- Colocar comprimido macerado, álcool, cravo ou pomada sobre o dente ou a gengiva
- Esperar "melhorar sozinho" porque a dor deu uma trégua
O tratamento, na prática
Etapa 1 — aliviar a pressão
A drenagem do pus é o que tira a dor mais rápido. Pode ser feita pelo próprio dente, pela gengiva ou por uma pequena incisão, com anestesia. O alívio costuma ser imediato e expressivo.
Etapa 2 — remover a causa
É o que define se o abscesso volta ou não:
| Origem | Tratamento definitivo |
|---|---|
| Necrose da polpa (periapical) | Tratamento de canal — remove o tecido infectado e sela o dente |
| Dente sem condição de restauração | Extração |
| Bolsa periodontal profunda | Raspagem radicular e tratamento de gengiva |
| Siso semi-incluso com gengiva inflamada | Ver pericoronarite |
Etapa 3 — antibiótico, quando indicado
Entra quando há sinal de disseminação, comprometimento sistêmico ou impossibilidade de drenar de imediato. É complemento, nunca o tratamento principal.
Etapa 4 — restauração e acompanhamento
Depois do canal, o dente precisa ser reconstruído — muitas vezes com coroa, porque dente tratado endodonticamente e sem proteção adequada fratura com frequência. O acompanhamento radiográfico confirma que o osso voltou a se formar na região da lesão.
Por que antibiótico sozinho não resolve
É a decisão mais comum e mais cara do quadro: tomar antibiótico, a dor passar e o tratamento ser abandonado.
O antibiótico age sobre a bactéria que circula nos tecidos. Ele não alcança o interior de um canal necrosado, onde não há mais circulação sanguínea, nem elimina uma bolsa periodontal. A fonte continua lá.
O que acontece depois: a infecção volta, em geral pior, com mais osso perdido, e o dente que poderia ter sido salvo com canal passa a ser caso de extração — e depois de implante, com custo e tempo muito maiores.
Como evitar chegar até aqui
Praticamente todo abscesso periapical começou como cárie não tratada ou restauração infiltrada, e todo abscesso periodontal começou como gengivite. Os dois avisam antes:
- Sensibilidade que passou a durar minutos depois do estímulo
- Dente que começou a doer com o quente
- Restauração antiga com sombra escura na borda
- Gengiva que sangra ao escovar (gengivite)
- Tártaro visível na base dos dentes (por que se forma)
Se a dor já está instalada, veja também o que fazer com dor de dente hoje.
Urgência odontológica em Atibaia
Abscesso é um dos poucos quadros em que o tempo muda o desfecho: atendido cedo, muitas vezes o dente é salvo com canal; adiado, com frequência vira extração.
Na MDL Odontologia Estética, no Jardim Paulista, em Atibaia, a Dra. Manuela Longo (CRO/SP 179159) atende casos de dor e inchaço com prioridade na agenda, faz o diagnóstico com radiografia e define no dia se o caso é de drenagem, canal ou extração. Conforme a Resolução CFO-118/2012, o plano e o investimento são apresentados na avaliação clínica presencial.
WhatsApp (11) 93746-0102. Segunda a sexta das 9h às 18h, sábado das 9h às 12h. Atendemos pacientes de Atibaia e de toda a região.
Se houver febre alta, inchaço que se espalha pelo rosto ou pescoço, dificuldade de engolir ou de respirar, procure um pronto-socorro imediatamente.